Na beira do abismo com os braços abertos, sentindo o vento acariciando o rosto e os cabelos; olhos fechados para apurar o tato e aproveitar cada beijo dado pelo vento fresco daquele fim de tarde tão belo de uma manhã de outono. A cada beijo, uma lembrança. Algumas felizes, outras tristes e solitárias, mas cada uma dessas lembranças ajudou-o a chegar naquele momento mágico, momento este que também será uma lembrança, que já é uma lembrança. Lágrimas escorrem por seu rosto. O vento começa a ficar mais encorpado e agora já não mais o beija, o toma em seus braços e o envolve completamente causando uma sensação de prazer, que o faz lembrar de momentos mais íntimos e deliciosos. O sangue corre mais rápido por suas veias, a excitação toma conta e rapidamente o faz estremecer.
O misto de sensações que aquele lugar proporciona o faz querer voltar lá mais vezes, ou, até mesmo, morar lá, quem sabe? Mas ele sabe que não será possível realizar nenhum dos desejos, e seu tempo está acabando! Agora a sensação é de pressa, a adrenalina flui intensamente. O "trabalho" tem de ser concluído! Só mais um passo... Ele hesita por um momento... Relembra o momento mais feliz de sua vida e...
Está tudo acabado. Por dentro restou a escuridão eterna; por fora uma ação sem sentido algum. Aquele lugar virou o túmulo de todas as suas emoções. De certa forma, ele realizou o desejo de morar lá para sempre.
P.S: Sobreviverei, vencerei, acordarei...
domingo, 15 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O Sonhador e o Vinho ...
Uma cena um tanto quanto comum: um poeta sentado à sua escrivaninha, uma caneta em sua mão, vinho em sua taça e a sua frente um pergaminho em branco. Em volta há vários pergaminhos amassados contendo, talvez, poemas que mostram tanto de sua alma que achara melhor jogá-los fora, manter segredo sobre o que pensa e sente antes que alguém chegue e o desvende tão facilmente que faça com que tudo que foi vivido pareça insignificante e que ele próprio perca a graça. (...) As horas passam e o desespero de não conseguir escrever algo não tão íntimo toma conta de seu miserável ser. Por que escrever algo? De que isso lhe será útil? Quem sabe. Talvez para exercitar seu cérebro ou, quem sabe, ainda, apenas porque ele não tem nada melhor para fazer e, para não cair no tédio absoluto das madrugadas em claro, resolveu criar uma ocupação.
O que realmente importa a essa altura do campeonato é criar algo! Oras! A semana foi cheia de acontecimentos, alguma coisa teria que lhe ser útil! Por que não escrever sobre a troca de olhares que o deixou tão empolgado ou, ainda, sobre o desespero de ter seu vício arrancado de uma noite para outra?! Não, aí já seria mais um texto tão pessoal que pareceria retirado de um diário adolescente do que da cabeça de um retratante de almas e sentimentos! O melhor a fazer, realmente, é levantar-se, apagar a luz e dormir. Assim os sonhos lhe mostram algo interessante...
P.S: Vem cá: ter um mundo em suas mãos e o mesmo ir embora de uma noite para outra é a pior experiência do mundo, não é mesmo?! Só tenho uma dúvida...qual é pior: Ter um mundo arrancado ou não conseguir lutar no mundo verdadeiro? Quem sabe um dia eu acho a resposta!
O que realmente importa a essa altura do campeonato é criar algo! Oras! A semana foi cheia de acontecimentos, alguma coisa teria que lhe ser útil! Por que não escrever sobre a troca de olhares que o deixou tão empolgado ou, ainda, sobre o desespero de ter seu vício arrancado de uma noite para outra?! Não, aí já seria mais um texto tão pessoal que pareceria retirado de um diário adolescente do que da cabeça de um retratante de almas e sentimentos! O melhor a fazer, realmente, é levantar-se, apagar a luz e dormir. Assim os sonhos lhe mostram algo interessante...
P.S: Vem cá: ter um mundo em suas mãos e o mesmo ir embora de uma noite para outra é a pior experiência do mundo, não é mesmo?! Só tenho uma dúvida...qual é pior: Ter um mundo arrancado ou não conseguir lutar no mundo verdadeiro? Quem sabe um dia eu acho a resposta!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
A Besta Expulsa...
Há! Maldito hipócrita! Achou mesmo que conseguiria me enganar? Tolo! Quem sabe um dia aprenda a ser menos impulsivo e consiga aquilo que queres tanto! Se a menos soubesses o quanto irrita esse teu papo-furado, o olhar de quem sempre é vítima ou então aquele repugnante ar de supremo! A única supremacia que vejo é quanto a sua estupidez! Viestes a mim como um amigo e vais como um monstro deformado e acabado! Ser asqueroso que veio das profundezas do inferno para me envenenar com suas mentiras e falcatruas. Quisestes tanto me ver no chão que deixou sua linda máscara cair e revelar sua verdadeira e pútrida face, que só não é mais nojenta que sua língua bifurcada! Confesso que fiquei no chão com tamanha monstruosidade, mas me reergui em tempo de colocá-lo abaixo do nível do solo!!! Pisar-te-ei agora para que sintas o sabor da derrota, o amargo gosto de ser derrubado por alguém que jugastes como sendo um tolo que beberia, calado, ao fel que emanava de sua boca, que parecia tão sedutora mas que agora percebo ser tão ou mais podre do que saciar a fome como os vermes da terra! Aliás, disso entendes bem, não é mesmo? Afinal, quisestes se alimentar do meu corpo inerte em teu veneno!
Agora que provastes do próprio veneno, ser indecente, volte rastejando para a tua toca! Esconda-se lá e pode ficar remoendo tudo isso que lhe foi dito! Sinta a dor da impotência perante o fato de não poder mais me abalar e muito menos ser vitorioso! Adeus! Tenha uma boa morte, por que teu veneno será o responsável por tua morte lenta e dolorosa!
P.S: Agora sim o acorde final foi entoado! Essa música já faz parte do passado... Mas pode ser que haja um repeat nesse tempo, quem sabe?! Se houver, tenho uma única certeza: Derrotarei novamente essa criatura infernal!
Agora que provastes do próprio veneno, ser indecente, volte rastejando para a tua toca! Esconda-se lá e pode ficar remoendo tudo isso que lhe foi dito! Sinta a dor da impotência perante o fato de não poder mais me abalar e muito menos ser vitorioso! Adeus! Tenha uma boa morte, por que teu veneno será o responsável por tua morte lenta e dolorosa!
P.S: Agora sim o acorde final foi entoado! Essa música já faz parte do passado... Mas pode ser que haja um repeat nesse tempo, quem sabe?! Se houver, tenho uma única certeza: Derrotarei novamente essa criatura infernal!
quarta-feira, 21 de maio de 2008
A Lâmina Continuará Descendo...
O acordar é vagaroso, os sentidos ainda não voltaram completamente e o corpo está dormente. O retorno pleno da consciência revela o local onde ele está. É uma sala pequena, escura e úmida. Típica de cenas dos contos mais sinistros e dos filmes de igual característica. Tentando mover os membros, descobre que está amarrado em uma espécie de mesa... Olha para cima e vê que algo balança e lentamente vai descendo cortando o ar. Ao olhar mais atentamente percebe que é um pêndulo e por ver a velocidade e a distância calcula que não lhe resta muito tempo.
Os pensamentos rondam sua mente, tantos momentos que ele viveu e que gostaria de viver... "Se eu pudesse, ao menos, abraçar a pessoa amada! Queria dizer 'eu te amo'; Ah! Por que eu não disse isso antes?"(...) "Será que sentirão minha falta? Minha família amada com certeza, mas e meus amigos? E aqueles que eu não via ha um tempo?" Uma lágrima escorre por sua face. O sentimento de não ter aproveitado mais a vida faz com que mais lágrimas escorram e puxem os arrependimentos de não ter falado o que pensava, de não ter feito tudo o que podia com a vontade que tinha. O que mais o deixava agoniado era não poder colocar tudo para fora em seus últimos momentos.
Acordou por alguns instantes dos sentimentos e percebeu a lâmina finalmente chegando. Tudo o que ele pode fazer agora é fechar os olhos e esperar que seja rápido e indolor.
Pelo menos esse desejo poderia ser atendido...
P.S: This is only the beginning.
Os pensamentos rondam sua mente, tantos momentos que ele viveu e que gostaria de viver... "Se eu pudesse, ao menos, abraçar a pessoa amada! Queria dizer 'eu te amo'; Ah! Por que eu não disse isso antes?"(...) "Será que sentirão minha falta? Minha família amada com certeza, mas e meus amigos? E aqueles que eu não via ha um tempo?" Uma lágrima escorre por sua face. O sentimento de não ter aproveitado mais a vida faz com que mais lágrimas escorram e puxem os arrependimentos de não ter falado o que pensava, de não ter feito tudo o que podia com a vontade que tinha. O que mais o deixava agoniado era não poder colocar tudo para fora em seus últimos momentos.
Acordou por alguns instantes dos sentimentos e percebeu a lâmina finalmente chegando. Tudo o que ele pode fazer agora é fechar os olhos e esperar que seja rápido e indolor.
Pelo menos esse desejo poderia ser atendido...
P.S: This is only the beginning.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Amor Proibido, Paixão Intensa...
Os dois se olhavam com paixão e tesão inigualáveis! Com certeza aquela noite não seria esquecida tão cedo; a noite em que duas almas puras conheceram o verdadeiro sentido da luxúria e se perguntaram o por quê daquilo ser considerado uma imoralidade ou até mesmo um pecado mortal condenado, não só por "Deus", mas por todos os moralistas, que também o faziam com uma certa freqüência, diga-se de passagem. O suor mal havia secado e já estavam novamente consumando a paixão que sentiam um pelo outro. Não era algo apenas carnal, era algo que transcendia a compreensão dos amargurados hipócritas e solitários moralistas. Era como se eles se fundissem em um único ser, como se as almas se completassem! E essa fusão fazia com que o mundo parasse e com que desejassem que aquele momento fosse eterno!!
O ápice daquele momento chegara...ambos estavam exaustos, suados, acabados mas ao mesmo tempo com uma felicidade inimaginável. Pena que as famílias não aceitavam esse romance, aliás, nem têm conhecimento dele. Se descobrirem, será uma tragédia digna de deixar a morte como melhor opção!! O casal se despede e não sabe quando terá uma chance dessas novamente...
P.S: Uma escolha sã em um mundo insano: cuidado com a fera, mas aproveite o banquete que ela oferece! (Beauty Of The Beast - Nightwish)
O ápice daquele momento chegara...ambos estavam exaustos, suados, acabados mas ao mesmo tempo com uma felicidade inimaginável. Pena que as famílias não aceitavam esse romance, aliás, nem têm conhecimento dele. Se descobrirem, será uma tragédia digna de deixar a morte como melhor opção!! O casal se despede e não sabe quando terá uma chance dessas novamente...
P.S: Uma escolha sã em um mundo insano: cuidado com a fera, mas aproveite o banquete que ela oferece! (Beauty Of The Beast - Nightwish)
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Sinceridade de Uma Criança...
"Era uma vez
uma pessoa q andava só pela gelida noite de uma cidade do interior
vagando pensando em sua vida
lentamente rumava para o monte
em um lento ritmo, ditado pelo gélido vento de junho
havia uma densa neblina, o que deixa o clima melancolico
senta-se na praça, e pensa " por que vivo?"
"precisos de motivos para continuar a viver..."
levanta, e retoma seu caminho...
ao olhar para a praça, ve que não esta sozinho, uma pessoa ao longe, olha ao longe...
"decisões!, devo me aproximar? devo ver quem é? devo recuar?" pensa
não sabendo o que fazer, senta-se ao longe, tentando identificar coisas, com medo de se aproximar
ele levanta, resolve se afastar, teme o contado com pessoas com as quais nunca viu, talvez, isto explique o por que dele andar sozinho
de volta pela fria e escura rua, seguindo a luzes fracas dos postes, pensa no ocorrido " será que fiz bem? sera que deveria ter me aproximado?"
chega de volta a seu apartamento, um pequeno lugar, semi arrumado, pequeno, porem, um lar
"devo ganhar coragem, devo perder o medo de novos contatos" pensa
"mas como?" levanta, olha pela janela a escura cidade encoberta pela neblina
"este clima não me ajuda muito..."
abre a geladeira, pega uma garrafa ja aberta de vinho, coloca em um copo e bebe, enquanto fala " preciso ainda encontrar um motivo para seguir vivendo.."
abre seu armario, pega uma faca pequena, e roda entre os dedos "poderia terminar tudo agora"
empunha a faca em direção a seu abdomen, deixa proxima, mas pensa" não, não é o momento para isto"
afasta a faca, mas ainda a segura, agora sem apontar para nada
e volta a ver a cidade, de onde ve duas pessoas andando, aparentemente felizes, pela rua
e diz
"queria estar ali, ser um deles..."
volta ao armario, guarda a faca, e deita, olhando o teto com uma pintura desbotada verde bem claro
"não vejo sinais de melhora neste ritmo, o que fazer?" chora
"bom..., por hoje nada mais posso fazer, quando acordar, penso" e dorme."
P.S: Pensei em reescrever e mudar algumas coisas, mas a sinceridade de cada palavra me obriga a manter o texto assim! O texto foi mandado a mim pelo meu amigo Rafael Manieri através do MSN (por isso falta pontuação, parágrafo e tudo mais).
uma pessoa q andava só pela gelida noite de uma cidade do interior
vagando pensando em sua vida
lentamente rumava para o monte
em um lento ritmo, ditado pelo gélido vento de junho
havia uma densa neblina, o que deixa o clima melancolico
senta-se na praça, e pensa " por que vivo?"
"precisos de motivos para continuar a viver..."
levanta, e retoma seu caminho...
ao olhar para a praça, ve que não esta sozinho, uma pessoa ao longe, olha ao longe...
"decisões!, devo me aproximar? devo ver quem é? devo recuar?" pensa
não sabendo o que fazer, senta-se ao longe, tentando identificar coisas, com medo de se aproximar
ele levanta, resolve se afastar, teme o contado com pessoas com as quais nunca viu, talvez, isto explique o por que dele andar sozinho
de volta pela fria e escura rua, seguindo a luzes fracas dos postes, pensa no ocorrido " será que fiz bem? sera que deveria ter me aproximado?"
chega de volta a seu apartamento, um pequeno lugar, semi arrumado, pequeno, porem, um lar
"devo ganhar coragem, devo perder o medo de novos contatos" pensa
"mas como?" levanta, olha pela janela a escura cidade encoberta pela neblina
"este clima não me ajuda muito..."
abre a geladeira, pega uma garrafa ja aberta de vinho, coloca em um copo e bebe, enquanto fala " preciso ainda encontrar um motivo para seguir vivendo.."
abre seu armario, pega uma faca pequena, e roda entre os dedos "poderia terminar tudo agora"
empunha a faca em direção a seu abdomen, deixa proxima, mas pensa" não, não é o momento para isto"
afasta a faca, mas ainda a segura, agora sem apontar para nada
e volta a ver a cidade, de onde ve duas pessoas andando, aparentemente felizes, pela rua
e diz
"queria estar ali, ser um deles..."
volta ao armario, guarda a faca, e deita, olhando o teto com uma pintura desbotada verde bem claro
"não vejo sinais de melhora neste ritmo, o que fazer?" chora
"bom..., por hoje nada mais posso fazer, quando acordar, penso" e dorme."
P.S: Pensei em reescrever e mudar algumas coisas, mas a sinceridade de cada palavra me obriga a manter o texto assim! O texto foi mandado a mim pelo meu amigo Rafael Manieri através do MSN (por isso falta pontuação, parágrafo e tudo mais).
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Medo Primordial...
Verme da terra, ser minúsculo que um dia devorará minha carne, olhando para ti percebo a insignificância de minha vida! Tudo que sonhei, idealizei e construi será abocanhado por ti e teus familiares. O que mais abala essa mente é saber que não há escapatória para tamanho infortúnio.
Natureza vã e cruel, cria seus filhos para um propósito desconhecido e faz com que idealizem e lutem por algo que, provavelmente, só conseguirão nos momentos que antecedem a morte e a podridão. Tudo será destruído e devorado por vermes oportunistas que nem ao menos sonharam com algo, apenas fazem o que é necessário: comem para que não passem fome e procriam por um instinto que nem eles sabem que existe. Antes fossemos assim tão inocentes que não nos preocupássemos em ver tudo arruinado e esquecido. Maldita capacidade de pensar e questionar as coisas da vida! Apenas olhar para um ser tão insignificante e asqueroso me abre a mente para o pior dos pensamentos e o pior dos medos humanos. Medo que outrora atormentou minhas noites e até mesmo meus dias, mas que agora não passa de conformidade perante aquilo que acredito!
Chega! Não perderei mais tempo com essas bobagens!
Olhando a sola de meu sapato estou conformado e tranqüilo, esse indivíduo nojento, em particular, não será mais o responsável pela tragédia aqui descrita!
P.S: Não devemos ignorar o fato de que temos medo do desconhecido e que devemos pensar nele, mas não podemos deixar que esse medo nos impeça de viver! *poético, não?*
Natureza vã e cruel, cria seus filhos para um propósito desconhecido e faz com que idealizem e lutem por algo que, provavelmente, só conseguirão nos momentos que antecedem a morte e a podridão. Tudo será destruído e devorado por vermes oportunistas que nem ao menos sonharam com algo, apenas fazem o que é necessário: comem para que não passem fome e procriam por um instinto que nem eles sabem que existe. Antes fossemos assim tão inocentes que não nos preocupássemos em ver tudo arruinado e esquecido. Maldita capacidade de pensar e questionar as coisas da vida! Apenas olhar para um ser tão insignificante e asqueroso me abre a mente para o pior dos pensamentos e o pior dos medos humanos. Medo que outrora atormentou minhas noites e até mesmo meus dias, mas que agora não passa de conformidade perante aquilo que acredito!
Chega! Não perderei mais tempo com essas bobagens!
Olhando a sola de meu sapato estou conformado e tranqüilo, esse indivíduo nojento, em particular, não será mais o responsável pela tragédia aqui descrita!
P.S: Não devemos ignorar o fato de que temos medo do desconhecido e que devemos pensar nele, mas não podemos deixar que esse medo nos impeça de viver! *poético, não?*
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