sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Segundo Prelúdio à Sinfonia da Destruição: Relato.

- Tem certeza que foi isso que você viu???
- Certeza mais que absoluta!
- Conte isso novamente! Tente lembrar dos detalhes. Há alguma coisa muito estranha nisso tudo!!
- Claro que há!! Bom, vou contar novamente, mas eu já disse tudo! Não há mais detalhes a serem lembrados!! Lá vou eu novamente: era mais ou menos umas oito da noite e eu estava fazendo meu turno na torre norte lá da prisão. De repente as luzes se apagaram! Alguém cortou a energia e foi esperto o bastante para dar um jeito no gerador também!!
Com a energia cortada, os presos conseguiram sair das celas, render os agentes e se reunir no pátio para elaborar algum plano de fuga, já que lá era o lugar mais claro da penitenciária toda - a lua estava linda aquele dia e iluminava bem o pátio. Ficaram conversando um bom tempo e um deles foi escolhido para atravessar os corredores e abrir a porta da frente. Ele então se dirigiu à escuridão e lá sumiu. Segundos após o sumiço, foi possível ouvir um barulho como de uma lâmina cortando o ar e de alguma coisa caindo no chão. Todos ficaram espantados olhando para a escuridão e cochichando o que poderia ter acontecido. Alguns instantes depois algo saiu do escuro a uma velocidade incrível, passou por um grupo de presos e se escondeu na escuridão do outro lado do pátio. Mal havia terminado de passar e os presos que estavam em seu caminho já estavam no chão, todos esquartejados!!! O caos tomou conta daquele pátio; todos corriam em várias direções! A "coisa" também resolveu sair da escuridão e, novamente a uma velocidade espantosa, passou a caçar cada um deles! O som de lâminas era frequente!
Em pouco menos de meia hora já estavam todos mortos, esquartejados. No final disso tudo a "coisa" parou no centro do pátio; parecia analisar para ver se não tinha esquecido de ninguém. E foi aí que eu pude ver que era um homem vestindo um sobretudo e com uma espada daquelas usadas por ninjas em cada mão. Seus olhos brilhavam em um tom azul.
Acho que ele não me viu. Apenas deu uma última olhada ao redor e caminhou tranquilamente até a escuridão. Nem preciso dizer que os reforços que eu pedi não encontraram nem vestígio dele, né? Sumiu completamente na escuridão! Como nos filmes de terror.
- Realmente intrigante! O que farão a respeito disso?
- Nada. Todos que morreram eram presos perigosos, assassinos, estupradores e coisas piores! Tinham até pacto com o demônio. Já os vi pedindo muitas coisas ao diabo. Não avisarão a mídia e nem os familiares. Essa gente mereceu.
- Concordo, mas ainda quero descobrir o que os matou!
- Eu prefiro nem descobrir! Deve ser coisa do cara lá de baixo! Melhor deixar como está!

P.S.: E isso é apenas o começo do fim. As dívidas serão cobradas uma a uma.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Prelúdio à Sinfônia da Destruição

Vícios. Quem nunca teve ao menos um na vida? Seja em comer balas, comprar inutilidades até mesmo usar drogas e beber. Vício de linguagem, de postura, de maneiras... Por menor que ele possa ser, só vai te levar ao buraco, à sarjeta.
Meu vício não fez mal a ninguém, mas fez um mal tremendo a mim! Estou preso a essa maldita condição para toda eternidade! tenho que fazer aquilo que sempre repudiei, sem direito de questionar se é certo ou errado, se devo ou não fazer, se posso ou não fazer. Não tenho negar: se me for pedido, hei de fazer. No começo eu ainda tentava questionar as ordens; realmente odiava fazer isso mas, quer saber de uma coisa? Estou gostando! Cada vez que faço me sinto mais revigorado! Meu sangue corre mais rápido, certamente correria se eu o tivesse, minhas mãos tremulam, me sinto no ápice, no clímax!!!
Mas, mesmo gostando, ainda há um porém: não posso fazer sem que me seja ordenado... isso realmente me irrita! Não tem importância; vale a pena esperar por cada ordem! Farei isso até o fim dos tempos...
Meu vício? Amar demais. O Castigo? Servir ao próprio diabo, assassinando cada um dos que fizeram alguma promessa em troca de algo, desde que esse algo tenha sido dado e o "pagamento" não cumprido. Acredite, não é todo mundo que cumpre com a palavra, mesmo tendo que acertar as contas com o demônio. Já que não acertam com ele enquanto vivos, pois não o temem até a hora da morte, acertarão pessoalmente através de mim!!!!

P.S.: Essa história está na minha cabeça faz muito tempo! Demorei a publicar algo aqui justamente por isso: só tinha essa história em mente!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Noites Claramente Escuras

Seus olhos estão fechados para mais uma noite de sono. Mais uma noite onde os sonhos revelam-se pesadelos; onde fadas viram demônios; onde a felicidade da lugar ao desespero e ao tormento.
Cada rosto conhecido que aparece tem algum papel nada convencional e às vezes cruel nesse mundo que deveria ser de pura fantasia apenas. Os rostos se desfiguram, se escondem na escuridão de cada canto imundo da mente, apenas esperando o momento certo de avançar e destruir mais um desejo de alegria.
Passos na escuridão são ouvidos, cada vez mais próximos. A respiração fica cada vez mais ofegante, ansiosa e desesperada aguardando para descobrir quem é o autor daquele caminhar vagaroso e cada vez mais próximo, tão próximo que já da para sentir a presença de quem quer que esteja caminhando e...
Olhos abertos. Apenas o quarto ao seu redor. Corpo suado. Coração acelerado. Apenas mais um sonho que virou pesadelo. Voltou a dormir.

P.S.: É... ainda bem que minhas noites não são assim!

sábado, 30 de agosto de 2008

Inocência

Nascido na solidão e no silêncio da escuridão, seu destino era ser um reflexo da mãe e da circunstância. E assim foi. Até o momento em que abriu os olhos e percebeu as cores, a luz da vida que o cercava, mas também percebeu a crueldade cometida em nome dessa iluminação, a dissimulação por trás de tantas cores e o ódio que sentiam de sua origem.
Batalhou incessantemente para que o aceitassem em seu meio. Em vão. Todos apenas riam, gritavam, apontavam para aquele ser tão diferente, de origem grotesca aos olhos abertos e coloridos dos de origem comum, aqueles que se gabavam de acolher e amar ao próximo como a sí mesmos.
Esgotou-se. Resolveu voltar aos braços de sua mãe. Braços acolhedores e ao mesmo tempo desoladores, destruidores, mas mesmo assim braços de mãe. Finalmente ele percebeu que o perigo real está bem à vista, que não deve temer o que não vê, mas aquilo que está bem diante de seus olhos, escancarado e iluminado.
Tudo o que ele precisava mesmo era de sua mãe e um brinquedo para que pudesse idealizar um mundo feliz.

P.S.: Precisa de algo aqui mesmo?

domingo, 24 de agosto de 2008

O Olhar Descrente...

Um solitário garoto nas escadarias do colégio, apenas observando o movimento das pessoas e esperando os amigos não poderia jamais imaginar que esse ato seria capaz de trazer tantas sensações. Em uma dessas noites na escadaria, seus olhos encontraram o mais belo rosto do colégio inteiro! Talvez isso fosse um grande exagero, mas para ele não. Cada traço daquele rosto era devorado com os olhos, desde o maravilhoso sorriso (Ah! Como ele adora um sorriso! Fica completamente hipnotizado) até o último fio de cabelo castanho com luzes.
Aquele rosto lhe era perfeito! Não só o rosto, mas foi o rosto que mais lhe chamou a atenção, pois era uma combinação perfeita entre os negros olhos como a noite pura, o nariz esculpido e o sorriso que iluminava a mente daquele solitário sonhador.
Ele decidiu admirar aquela obra de arte todos os dias até juntar coragem para dizer um simples "oi". Com toda essa admiração, ele conseguiu atrair o olhar da pessoa admirada, mas não conseguiu juntar coragem para chegar perto, nem para mergulhar naqueles olhos negros e se perder para sempre. Até hoje ele não conseguiu coragem e segue os dias apenas admirando ao longe, com um olhar descrente de que vá conseguir algo mais que isso.

P.S: Pessoal o texto? Imagina.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O Inferno PT II - Eterno Fim

Após algum tempo, ela não mais foi torturada. Apenas sentou e ficou a observar a escuridão.
No vale dos mortos, aquela solitária alma chamava a atenção. Era uma das únicas a não ficar em agonia, gemendo ou chorando. Apenas ficava sentada, observando tudo com um olhar distante e vago; seus longos cabelos negros ficavam a mercê do vento, seu rosto delicado e belo tinha aquela expressão perdida com um leve sorriso sonhador. Tudo ao seu redor era cinzento, ela era cinza também.
As outras almas sentiam inveja por aquela linda mulher não esboçar reação alguma e não ser atormentada, enquanto as outras deveriam sofrer todo tipo de castigo e tortura por seus pecados. Dia após dia aquelas almas eram atormentadas fisicamente, exceto aquela menina. Será que esse era mais um castigo dos sofredores do vale da morte? Ter que ver uma alma sonhadora e em paz naquele lugar horrível fazia com que todos a odiassem e rogassem pragas, mesmo que nenhuma tenha efeito, apenas para aliviar o ódio. Mas o que eles não sabiam é que a solidão era o castigo imposto àquela alma: solidão, a certeza de que todos a odeiam e a incapacidade de se de se lembrar do rosto de seu amor verdadeiro era o pior castigo para aquela jovem que decidiu ir atrás do amante, mesmo que tivesse que ir ao inferno para isso.

P.S.: Não é o melhor texto que já escrevi, mas foi o que me inspirou a criar a saga toda.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O Inferno - PT I

Ao abrir os olhos ela percebeu que estava em um lugar assustador, sombrio e com várias outras pessoas ao longo do caminho. Ao olhar melhor, reparou que todas estavam sofrendo com algo; algumas eram atacadas por cobras, em outras surgiam cortes e algumas partes da pele se rasgavam e de lá saia uma grande quantidade de sangue e então tudo isso se fechava e algum tempo depois recomeça o ciclo.
Aquilo tudo a fez perceber que estava no inferno. Mas, ao contrário do que imaginava, lá não era um lugar em chamas, mas sim um lugar deserto, escuro, seco e frio. No centro daquilo tudo havia uma torre de pedra muito alta e com uma enorme porta de prata que continha desenhos horrendos; a porta se abriu e de lá sairam vários demônios para atormentarem ainda mais as almas.
Ela, obviamente, não foi perdoada! Três demônios chegaram perto, olharam e um deles disse rindo:
- Quer satisfazer seus desejos sexuais, não quer? Pois aqui estamos!
Os demônios a violentaram por horas, até que uma voz ecoou por todo o vale ordenando que eles voltassem para a torre. Ela se levantou, caminhou um pouco e resolveu sentar em um canto e ficou por lá, estática, olhando para o céu escuro, lembrando de seu amado e esperando o próximo estupro.

P.S.: Ainda não é o bastante! As outras almas repararam nela...