terça-feira, 24 de agosto de 2010

Árduos Questionamentos De Uma Mente Ociosa

Se somos iguais a um criador divino e somente Ele tem o poder de nos julgar, por que somos tão egoístas a ponto de querermos ser Ele, com todo esplendor, e julgarmos o próximo? Por que somos ensinados a não discriminar se, na hora de colocarmos em prática, somos repreendidos? Se o dinheiro não é tudo, por que fazemos de tudo para tê-lo? Por que nos questionamos e nos revoltamos se não vamos mover um músculo sequer para mudar a situação?
Por que existem leis de igualdade se aos ricos não é aplicada? Se os políticos nos incomodam tanto, e teoricamente temos poder, por que não os expulsamos de seus cargos ou escolhemos melhor? Se o povo não é culto e usa uma linguagem mais simples, por que não usar tal linguagem nos planos de governo? A manipulação da massa ignorante realmente vale a pena? Se a educação é tudo, por que não fazem nada para melhorá-la? Se os governantes tem um "coração" que já sofreu as dores da vida, por que seguir o caminho daqueles que causaram tal sofrimento?
Se o nosso "coração" necessita de amor, por que ninguém consegue nos oferecer tal sentimento? Por que retribuímos nosso sofrimento como amargor a quem não tem nada a ver com isso? O egoísmo chegou a tal ponto que só queremos atenção sem retribuir de alguma forma? Se o amor nos faz tão bem quanto dizem os otimistas, por que dói tanto quanto dizem os poetas?
Três assuntos que todos se vangloriam por achar entender, mas que a maioria cai em contradição ao tentar responder qualquer uma dessas tolas questões.

P.S.: Questões dignas de uma daquelas propagandas veiculadas na tevê para que possamos aprimorar nosso conhecimento assistindo um mero canal educativo.
P.S.²: Para variar, temos presente no texto questões sobre a indiferença ao próximo. Não irei desistir de bater nessa tecla tão cedo!
P.S.³: Alguma dúvida? Clique aqui e saiba mais!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Redenção

Em uma escura, úmida e fria cela um homem se encontrava. Estava sentado no chão, um dos joelhos dobrados, um dos braços esticado, e apoiado nesse joelho, e cabeça baixa. Seu rosto estava escondido pelo surrado capuz marrom. Já estava ali há uns dois ou três dias e aguardava com angústia sua execução. O crime que cometera? Ir contra aquilo que todos achavam normal em sua época; discordava das matanças por diferenças religiosas e até mesmo de alguns dogmas de sua santa Igreja e não escondia sua opinião de ninguém, mas também não era do tipo que saia a bradá-la pelos quatro cantos de sua cidade, apenas a libertava na hora em que era questionado.
Mesmo tomando o cuidado de não se deixar falar sobre assuntos polêmicos, foi preso e condenado à morte por ser considerado um perigo à sociedade devido a seus atos ditos criminosos como, por exemplo, reunir os amigos em um horário não convencional apenas para jogar cartas e conversar. Além de ser preso, foi torturado em praça pública no ato da prisão, levando diversas chibatadas, socos, pontapés e cusparadas. Sua mulher tentou intervir e foi morta ali mesmo, em sua frente, assim como seu filho, que fora sacrificado com a desculpa de carregar o sangue rebelde.
O desespero tomou conta de sua alma durante o primeiro dia, fazendo com que ele gritasse por horas, amaldiçoando aquele mundo injusto. No segundo dia já não aguentava mais, o sentimento agora era de culpa; se não tivesse sido diferente de todo o resto, estaria agora com sua mulher e seu filho. Implorou por perdão divino diversas vezes. Após muita luta, ele acabou aceitando o próprio destino e resolveu apenas esperar sua punição em silêncio.
Durante a madrugada do dia de sua execução, o homem, que não conseguia dormir tamanho desespero, olhou para cima e viu o que se acredita ser o anjo da morte. A figura era imponente, armadura e asas da cor do mais puro sangue e cabelos dourados; sua face era de traços suaves, mas possuia expressão forte e decidida. Não disse nada, apenas estendeu a mão ao angustiado rapaz, que lhe deu a mão e não mais sentiu angústia ou dor, apenas tranquilidade e a certeza de que em poucos momentos estaria novamente com seus amados e que não deveria se arrepender do que fez em vida, e sim ter orgulho! Libertou a vida de muitas pessoas sem que derramasse uma única gota de sangue para chamar a atenção. A morte de sua família foi apenas consequência da ignorância humana em relação ao diferente.

*Algumas "cenas" desse texto foram concebidas tendo como inspiração a canção "Late Redemption", da banda Angra. Mas o texto se torna distante da ideia da música ou do álbum do qual essa música faz parte.
** Digo cenas por pensar primeiro em imagens e depois transcrevê-las, colocando alguma história para elas.

P.S.: O mundo é injusto, mas já foi pior. Aos poucos, as pessoas mais corajosas derramam o próprio sangue, causando uma dor temporária que faz com que os ditos cidadãos pensem e mudem alguns aspectos de tolerância. Pena que a satisfação dos atos cria o oceano de esquecimento coletivo e tudo volte a ser como era até a próxima onda negra de dor.
P.S.²: Sim, este mundo só está se afogando em caos por não aceitação ao próximo.
P.S³: Dúvidas? Reclamações? Errei em algo? Então clique aqui e saiba mais.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Composto Cardíaco

Quão longe a necessidade do "coração" por alguém pode chegar? E quando esse "coração" encontra o seu alguém e esse tenta se retirar dele, ou lhe é tirado por alguma peripécia do destino, quanto tempo a marca ficará? Quantos atos de atrocidade o "coração" pode aguentar?
Perguntas muitas vezes sem respostas... o mais fácil, para alguns, é simplesmente tentar esquecer tudo, começar de novo. Mas, quantas vezes o dito órgão responsável pelos sentimentos pode ser reiniciado? Com certeza ele é danificado a cada recomeço. As cicatrizes ficam ali, impedindo que as pessoas cometam os mesmos erros ou, pelo menos, tentando impedir.
Dizem, também, que esse órgão é responsável pela bondade de cada ser. As cicatrizes acabam que por formar amarras que prendem essa bondade e a transformam em uma mistura de mágoa, dor e escuridão. Quando elas não suportam mais, deixam vazar um pouco desse triste composto e a pessoa sucumbe ao desespero. Tudo que estava preso começa a vir a tona em doses que variam para cada criatura; algumas recebem uma dose suficiente para darem o pior desfecho nessa situação, outras recebem doses que só fazem aumentar o número de "amarras", deixando o composto ainda mais concentrado.
A necessidade do "coração" é, na verdade, por alguém que o ajude a manter-se amarrado. Algumas vezes ele irá vazar, mas em doses minúsculas, que não afetarão tanto a pessoa por estarem dissolvidas em algumas gotas de esperança injetadas pelo alguém. Se esse alguém lhe é tirado, as amarras afrouxam e o composto vaza de uma vez, até quase se esgotar. Formam-se cicatrizes mais resistentes e o pouco da mistura que fica receberá mais algumas gotas de esperança de outra pessoa. Isso não impede o composto de ficar concentrado com o tempo, mas ele demorará mais.
E assim, essa máquina envolta em carne e amarras pode suportar diversos atos de atrocidade. Não há uma quantidade certa de atos, pois depende da concentração da mistura. Uma solução para tudo isso talvez seja sucumbir a algumas vontades desse concentrado, controlando o desespero, usando a escuridão a seu favor e tendo a mágoa como inspiração.

P.S.: Essa mistura insiste em vazar... e insisto em tentar usá-la.
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terça-feira, 22 de junho de 2010

Marcha Fúnebre

Uma noite fria e triste. Por uma ruela seguia uma multidão, em silêncio, diretamente para o cemitério. Nenhuma das pessoas ali presentes eram normais (segundo o que a comunidade local definiu como normal), inclusive o morto. Aquela marcha era para enterrar o líder de uma gangue. Por incrível que pareça, a gangue não era ruim. Era boa. Os membros todos ajudavam no que podiam a melhorar aquela imunda e fria cidade. Mas eram vítimas do preconceito. Eram tachados de vândalos e bandidos apenas pelo visual. Nunca sequer machucaram uma pessoa de bem. Só lutavam para se defender.
Em uma outra noite fria, eles estavam apenas sentados bebendo. Alguém passou e tropeçou em uma das garrafas. O que se ouviu à seguir foram palavras estúpidas. E o que veio a seguir foi algo estúpido. Um som idiota se fez ouvir. Um baque idiota também. Era o fim de uma boa pessoa.
No quente dia seguinte, as pessoas comemoraram. Para essas pessoas, era o fim de mais um diferente. O medo as fez desejarem o seu fim. Saíram às ruas para festejar, enquanto os outros estavam a lamentar. Impediram um simples velório; não queriam ver os estranhos. Com o entardecer, resolveram permitir que as portas do inferno se abrissem mais uma vez para que enterrassem o pobre demônio. Foi como um toque de recolher. Apenas os demônios na rua, as pessoas de bem trancadas em suas casas, assistindo de suas janelas. Uma ou outra ofensa foi proferida, mas ninguém lá fora se preocupou com isso.
Estava feito. Satanás estava enterrado. A comunidade estava livre de mais um bandido, mas não era o suficiente. A caça aos outros membros da gangue foi declarada. Em pouco tempo, todos foram humilhados, espancados e trancafiados. A comunidade finalmente tinha se juntado em prol de algo! Era o desejo daquele assassinado injustamente. Algum tempo depois, a população daquela cidade sofreu a maior onda de violência desde antes do surgimento daquela gangue. Perceberam o erro, mas já era tarde demais.

P.S.: Apenas mais um texto sobre pré-julgamentos baseados em visual. O mundo ignora os normais, clama por diferenças e ataca quem não é igual a ele. Há alguma coisa errada...
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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vossa Majestade Virtual

Sentado em seu trono, em frente a uma tela, estava o rei digital. Seu grande poder com a linguagem escrita garantia sempre que seu nome estivesse envolvido em qualquer tipo de evento: desde uma simples conversa entre amigos ao maior dos conflitos entre os habitantes de sua pacata cidade. Não havia dúvidas, ele era alguém que nasceu para comandar! Todos o admiravam sem nem ao menos tê-lo visto pessoalmente, já que ele não deixava seu trono para nada.
Ah! O poder que ele tinha de criar conflitos e, após esquecerem que fora ele quem começou, resolvê-los da maneira mais civilizada possível era de deixar qualquer um boquiaberto! As pessoas faziam tudo que vossa majestade ordenava; ele tinha a capacidade de fazer melhores amigos se separarem e voltarem a qualquer momento, de ditar o que deveria ser vestido, visto, observado, pensado. E ninguém nunca ousou desafiá-lo. Até agora.
Fora do mundo virtual, o rei era só um garoto comum, mimado, egoísta, ciumento e com caráter duvidoso. Possuia poucos amigos, e talvez apenas um amigo de verdade. E esse amigo resolveu se envolver com alguém, também conhecido do rei. Pobre rapaz, o inferno se instalou na vida do casal, mas não durou muito, o rei se sentiu pressionado e acabou cedendo. Por um tempo. Suas atitudes mudaram e aos poucos ele começou a usar de seu reinado no mundo digital para atormentar e tentar colocar seus súditos contra esse relacionamento traiçoeiro. Alguns ficaram contra, o resto apoiava. Pois que o rei caçou cada mínimo detalhe dos outros traidores para colocar seus fiéis súditos contra essas pessoas. Funcionou. Por um tempo.
Acontece que, dentre os apoiadores, estavam duas pessoas próximas tanto do rei, quanto de seu amigo e, principalmente, de seu "alguém"! Juntas, essas três pessoas seriam imbatíveis! Eram a trindade demoníaca, segundo o rei. Mas, mesmo assim, ele tentou colocar um contra o outro atacando a uma terceira pessoa. Um plano confuso e audacioso. Dessa vez o inferno se fez presente na vida dessas pessoas, os súditos riam delas, espalhavam boatos maldosos e denegriam a imagem de cada um. A trindade parecia finalmente abalada.
Os três estavam esperando o melhor momento quando o rei declarou que toda essa confusão deveria ser resolvida dali a quatro dias com uma conversa franca e pessoal. Seria como uma grande mesa redonda, onde todos debateriam o ocorrido e acertariam suas diferenças. Um dos membros da trindade resolveu tentar convencê-lo a conversar com ele diretamente em seu mundo; mas seu pedido foi negado com sarcasmo e ironia. E isso realmente o irritou. A batalha não seria no mundo virtual e nem dali a quatro dias, seria no mundo real e naquele exato momento! Envolto em fúria, se locomoveu ao castelo e enfrentou o rei em uma batalha que deveria ser épica, mas se revelou uma covardia! O rei só tinha poder em seu mundo virtual; no mundo real, não passava de uma criança fraca, confusa, débil e carente de atenção que foi facilmente derrotada.
Não bastasse a primeira derrota, o rei ainda fora derrotado mais duas vezes naquele mesmo dia! A trindade o humilhou, destroçou, mostrou que realmente tinha um poder verdadeiro: a real amizade entre seus membros. A notícia logo se espalhou: o rei era uma farsa! Não possuia poder algum a não ser aquele que as pessoas achavam que ele tinha! Os súditos se revoltaram e depuseram aquele impostor que até então governava suas vidas. Sem súditos ou amigos, o impostor se trancou em seu castelo e tentou reerguer seu império sem sucesso. Só lhe sobraram as palavras cheias de superioridade, que não eram ouvidas ou lidas por ninguém.

P.S.: Um texto aleatório. Seu conteúdo funciona melhor em lugares que tenham acesso ao reino virtual, de preferência pequenos lugares.
P.S.²: Poucas são as pessoas capazes de encarar a responsabilidade de ter uma opinião marcante fora do reino virtual e, além disso, ainda serem capazes de defender essas opiniões de maneira civilizada, respeitando o espaço do outro.
P.S.³: Desabafo de tudo que já aconteceu na vida desse autor, desde os primórdios de sua inclusão no reino virtual até a atualidade. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. O autor já assumiu o papel de rei em um passado distante e obteve o mesmo destino.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Maior Espetáculo Já Visto!

Era mais uma noite normal de apresentações naquele famoso circo instalado no coração da cidade. A platéia adulta assistia a tudo envolta em um sentimento misto de encantamento e nostalgia, relembrando a época em que foram ao circo pela primeira vez ou então quando foram com alguém especial. A platéia das crianças possuia olhares encantados e bocas abertas de felicidade. A dos adolescentes dispunha apenas de poucas pessoas, a maioria só estava ali pela falta do que fazer e ficava mais conversando e tirando sarro do que gostando das apresentações em si.
A hora mais esperada por todos chegou: os palhaços! Mas algo estava fora do normal; as cortinas não se abriram ao anúncio do número dos palhaços. O apresentador resolveu verificar o que estava acontecendo lá atrás. Com a incrível demora, alguns adolescentes e adultos foram embora, o resto achou que tudo não passava de uma brincadeira característica do espetáculo. As cortinas se moveram, finalmente. Todos aguardavam ansiosos. Um grunhido se fez ouvir, seguido de um urro de dor. Alguém saiu de trás das cortinas correndo, o corpo todo ensanguentado. Logo atrás um palhaço pulou sobre o homem, derrubando-o no chão, e começou a mordê-lo, arrancando generosos pedaços de carne de suas costas.
O terror da cena fez com que houvesse um grande tumulto, todos queriam sair o mais rápido possível. Muitos foram pisoteados. O palhaço, após terminar seu número, apenas olhou para frente e observou o alvoroço com um sorriso psicótico. Um garotinho, escondido embaixo da arquibancada de madeira, congelou ao ver a assustadora aparência daquele que deveria fazê-lo rir: cabelos vermelhos, rosto branco, sombra preta ao redor dos olhos, boca com pintura azul e dentes amarelados, tortos. Tudo isso e o sangue de suas vítimas.
O psicopata levantou e saiu em direção à algazarra. O garoto ficou estático em seu esconderijo. Sorte daqueles que saíram antes, conseguiram algumas horas a mais de vida. Aquela pacata cidade nunca mais será a mesma.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lista Infernal Das Qualidades De Um Novo Produto

- Viver à beira do abismo;
- Se empenhar em algo que certamente não dará retorno algum;
- Fazer aquilo que a maioria considera como falta de caráter;
- Ter amigos;
- Perder amigos;
- Gastar dinheiro com aquilo que a maioria das pessoas acha completamente supérfluo e que, no final, rende sorrisos sinceros e abraços calorosos;
- Rir;
- Ter inocência nos momentos errados e conquistar algo com isso;
- Falar palavrões;
- Ter opinião forte e se garantir com ela;
- Fazer as pessoas perceberem o lado bom daquilo que, para elas, seria motivo para suicídio;
- Travar uma batalha diária com a própria mente;
- Aceitar à força que todas as decisões tomadas foram erradas;
- Fechar os olhos e não conseguir dormir por causa do tormento das decisões erradas;
- Apagar tudo e começar novamente.

É, a lista de qualidades parece bem interessante. Garante horas agradáveis, com muitas histórias que serão passadas adiante e que, com certeza, conseguirão arrancar risos, suspiros, espantos de todos. O grande problema é fazer as pessoas rirem enquanto se está aprisionado e sofrendo; sim, o velho clichê vivido por grandes nomes (e mesmo por aqueles não tão grandes assim) surge em meio ao turbilhão de altos e baixos da vida de um produto que nunca soube se definir e, quando consegue, descobre que era mais fácil criar um alter ego perfeito e começar tudo de novo.
Fracassos, vitórias inusitadas, duas, três realidades dentro de um mesmo ser. A emoção de se descobrir igual àqueles personagens usados para ironizar a hipocrisia humana, o sensacional redemoinho de emoções infantis, incompletas, ridículas e imaturas! Tudo isso em um invólucro carnal, etiquetado como "produto em evolução. Aprimorando seus erros para realizá-los de maneiras diferentes!". A verdadeira falta de vontade para levantar e começar a mudança,  a hipocrisia de reclamar sobre isso.
A propaganda é ótima! A cara do produto também! É só pagar o preço certo e cair nesse sensacional mundo obscuro! O bizarro o aguarda!!


P.S.: O preço certo? Aquilo que você mais gosta, aquilo que lhe é vergonhoso, aquilo que você mantém em segredo.
P.S.²: Quer saber mais? Clique aqui